Desabafo de um Torcedor/jornalista palmeirense

Peguei este depoimento no blog do Juca Kfouri, e achei muito interessante a indignação do cidadão. Como meu sócio do wordpress també é Palmerense, acho que este jornalista expressa muito bem o sentimento do torcedor alvi-verde.

O desabafo de um jornalista palmeirense

Por FELIPE GIUNTINI*

Estou muito tenso e preciso desabafar.

A minha tristeza é muito grande com o Palmeiras.

Sabe aquela angustia de quem foi traído, iludido e de quem está apaixonado e perde o chão?

Pois é! É assim que me sinto.

Eu trabalho numa emissora de TV em São Paulo e quando o Belluzzo começou como presidente no Palmeiras, eu o encontrei nos corredores da emissora. Ele estava seguindo para um programa ao vivo. Quando o vi, não tive dúvida: fui até ele e apertei sua mão com convicção.

Eu disse:

– Muito obrigado, presidente.

Ele sorriu e seguiu a caminho dos estúdios.

Acompanhando o programa mais tarde, vi que ele citou no ar, que quando chegou na emissora um rapaz (eu) lhe agradeceu . Belluzzo disse ainda que isso lhe deixava animado e que ainda não entendia muito o carinho do torcedor.

Pois é, hoje, depois de um ano esse mesmo rapaz está chateado com o presidente… Sem exageros, está envergonhado.

E eu fico pensando o que poderia fazer caso essa situação se repetisse? O que poderia falar para o Belluzzo sem ser indelicado?

Depois de 10 anos de técnicos fracos, eu realmente me iludi, acreditei e até sonhei com esse time! E aí…

A diferença é que antigamente eu me conformava, não esperava muito e por isso não sofria. Posso dizer agora, com toda a certeza, nunca estive tão triste com o Palmeiras, nem mesmo no rebaixamento.

Pra piorar tudo, anunciaram o Antonio Carlos como treinador.

Me desculpe, mas em hipótese alguma eu entrarei num estádio ou assistirei na TV um jogo, enquanto meu time for comandado por um técnico racista e um presidente medroso (ou sem ousadia, pra quem preferir).

Meu pai tem 51 anos e há tempos me diz pra não ligar pra futebol, que isso não é coisa séria. Mas eu sempre custei a acreditar. Eu achava que podia deixar de me importar sim, mas quando estivesse mais velho.

Engraçado né? Com 25 anos vejo a indiferença chegando e parece inevitável.

*Felipe Giuntini é jornalista em São Paulo.

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