O Palmeiras já ia muito mal. Mas Antônio Carlos foi pior

O Palmeiras já levava um baile no primeiro tempo, mas tinha um volante para cada meia do Santo André. Pierre encostava em Branquinho, Souza cuidava de Bruno César – ou pelo menos tentava. Nesse período do jogo, o erro era a distância dos dois meias. Diego Souza jogava pelo lado direito, durante os 32 minutos em que Cleiton Xavier esteve em campo. Cleiton era marcado por Ale, Diego ficava à direita, muito distante. E o time precisava jogar com seus volantes. Passe errado, contra-ataque do Santo André.
Com Marquinhos na vaga de Cleiton, Diego passou a jogar por dentro, mas a distância entre os jogadores mais criativos persistia.
Robert, o mais lúcido do time, fez o gol que diminuiu para 2 x 1 a vantagem do Santo André, construída no contra-ataque. E isso deu a Antônio Carlos o desejo de mandar o time ao ataque. Foi o que estragou ainda mais o Palmeiras.

Antônio Carlos tentou ser estrategista e trocou o lateral-direito Eduardo pelo meia Ivo. Marquinhos passou a ser lateral-direito, ou ala, com Souza posicionando-se como terceiro zagueiro nos momentos em que o Santo André tinha a posse de bola. A mudança foi uma catástrofe.

Os dois meias do time do ABC, Bruno César e Branquinho, começaram a jogar em cima de Pierre. Se antes havia um volante para cada meia, agora eram dois meias para um volante. Nos contra-ataques, antes os zagueiros ficavam num desesperador mano a mano. Agora, havia sempre um atacante a mais do que a zaga palmeirense.

Para corrigir o posicionamento, Marquinhos cercava um dos meias. Abriu o corredor para Carlinhos começar o contra-ataque que teve bola invertida para Rômulo e terminou com o toque de letra de Rodriguinho.

Se o time fez corpo mole para derrubar Muricy, há três semanas? Mais fácil acreditar na fragilidade da equipe. Contra o São Caetano, o técnico Antônio Carlos viu seu time aproveitar os contra-ataques. Pelo Palmeiras, contra o Santo André, esqueceu que o adversário tinha a mesma arma. Desprezou-a e por isso perdeu para a velocidade do rival.

Por Paulo Vinícios Coelho

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